Sgap realiza encerramento da I Olimpíada do Reeducando Trabalhador
Evento reuniu custodiados, familiares e gestores da Sgap
28/05/2012 16:45
por Maysa Cavalcante
Fotos:
Ascom Sgap
A Superintendência Geral de Administração Penitenciária (Sgap) realizou neste sábado (26) a final da I Olimpíada do Reeducando Trabalhador. O encerramento aconteceu no Núcleo Ressocializador da Capital (NRC) e contou com a participação de 100 reeducandos jogaram futebol de campo, vôlei, dama e pingo-bola – modalidade esportiva criada pelo reeducando Rivaldo Paulo. Os jogos estavam acontecendo desde o dia 12 de fevereiro, em todas as unidades penitenciárias.
A iniciativa foi da Diretoria de Educação, Produção e Laborterapia, que foi prontamente viabilizada pelo superintendente-geral, tenente-coronel Carlos Luna. Após a solenidade de abertura, que teve direito a desfile das delegações participantes, corrida com a tocha olímpica e juramento do atleta - realizado pelo reeducando Elton Soares -, foram realizadas as partidas da final. Durante os jogos, os reeducandos que esperavam para participar das práticas esportivas podiam tocar alguns instrumentos cedidos pela oficina de musicoterapia da Sgap.
Após os resultados da final de todos os jogos, foram entregues medalhas e troféus para os reeducandos atletas. Como uma forma de homenagem e agradecimento pelo empenho para a realização dos jogos, a equipe de apoio também recebeu troféus, assim como os gerentes que receberam prêmios na categoria ‘administrador ressocializador’; o reeducando inventor do pingo-bola e os árbitros, que apitaram os jogos sem cobrar nada.
O superintendente Carlos Luna recebeu uma homenagem especial como grande incentivador do evento. “Toda atividade que é trazida para o sistema prisional deve ter um caráter educativo e formador. Os jogos chegam a sua última etapa sem que tenhamos registrado nenhum incidente. Pelo contrário, o que vimos foi alegria e disciplina. Outro fator que nos empolgou foi o envolvimento dos atletas, familiares, gestores e servidores”, afirmou.
Carlos Luna já tem planos para atividades desse tipo envolvendo outros setores do sistema penitenciário. “Queremos realizar os jogos das reeducandas do Santa Luzia, que não puderam participar dessa Olimpíada. No segundo semestre, queremos fazer os jogos para todos servidores do sistema penitenciário e planejar uma Olimpíada que atenda todos os custodiados, não só aqueles que trabalham”, declarou Luna.
A diretora de Educação, Produção e Laborterapia, Cinthya Moreno, se diz realizada com os jogos e afirma que o objetivo da iniciativa foi atendido. “A participação dos reeducandos foi maravilhosa. Desde que lançamos a ideia dos jogos para eles, foi notável a dedicação e empenho dos custodiados de todas as unidades”.
As professoras de Educação Física da Sgap, Manoela Moreira e Cristina Moura, ficaram contentes com o final das Olimpíadas. “Estou me sentindo gratificada, feliz com a disciplina dos reeducandos e com o resultado dos jogos. Estou ainda mais realizada por saber que essa pode ser a primeira de muitas edições das Olimpíadas”, afirmou Manoela Moreira. “Era exatamente isso que eu esperava. Mesmo com a dificuldade dos primeiros jogos, fomos melhorando a cada nova rodada de partidas e o encerramento não poderia ter sido melhor”, disse Cristiana Moura.
Os custodiados elogiaram a realização da Olimpíada e se sentiram valorizados com a iniciativa. “Gostei do modo como todos os reeducandos foram tratados aqui. Espero que tenham mais dias como esse e que o evento melhore cada vez mais”, afirmou Everaldo Alexandre, 1º lugar em dama. Já Ademir dos Santos, 1º lugar no pingo-bola, agradeceu o incentivo da superintendência. “Como esse é um esporte novo, os jogos são uma forma de estímulo para o desenvolvimento da modalidade. Espero que cada vez mais reeducandos se interessem em participar das partidas”.
Familiares dos custodiados apoiaram a ideia da realização dos jogos e disseram que deveriam acontecer mais eventos como esse. “Adorei a oportunidade de passar um dia diferente com o meu filho. Estar com ele e vê-lo se divertindo é um presente para mim”, afirmou Silvanete Conceição, que tem um filho cumprindo pena na Casa de Custódia. “Dá para perceber que pelo menos durante esses momentos eles estão se distraindo. Se tiver mais atividades como essa eu venho participar”, declarou Elaine Luna, cujo marido é lotado na Casa de Custódia.


