Agência Nacional de Águas e Semarh fazem mapeamento das lagoas
Técnicos da Agência Nacional de Águas (ANA) estão em Alagoas para realizar estudos que medem a profundidade e a posição de corpos da água (batimetria) do complexo estuarino Mundaú-Manguaba.
O trabalho conta com o apoio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh).
A iniciativa atende a um pedido feito pelo governador Teotonio Vilela Filho ao diretor- presidente da ANA, Vicente Andreu Guillo, em 2011, para identificar o nível de assoreamento das lagoas, para realizar ações de curto, médio e longo prazos para a solução dos problemas diagnosticados.
“Nesse primeiro momento, o nosso foco tem sido a qualidade das águas das lagoas: identificar para onde elas se deslocam, como está a maré, os locais onde estão os assoreamentos e a profundidade exata de cada local, para sabermos toda a dinâmica que se apresenta no complexo”, explicou Alexandre do Prado, especialista em geoprocessamento da ANA.
Segundo o técnico, para o trabalho de mapeamento e diagnóstico estão sendo utilizados aparelhos como ecobatímetro, que serve para análise da profundidade das águas, e um GPS, que dá a posição dos locais estudados através de um programa de navegação.
Os estudos de batimetria estão orçados em R$ 500 mil, recursos provenientes da ANA que incluem ainda a análise da qualidade da água e dos sedimentos. A previsão é de que o levantamento fique pronto em até dois meses.
De acordo com Gino de Oliveira, diretor de Gestão Ambiental da Semarh, essa é a segunda etapa dos trabalhos, que tiveram início em dezembro do ano passado.
“A batimetria está mapeando toda a extensão e corpo das lagoas, um trabalho mais completo que não se resume a pontos específicos. Somente depois desta fase do trabalho é que saberemos os pontos onde serão necessárias as dragagens”, informou Oliveira.
Pontos críticos
Alexandre do Prado adiantou que, até o momento, os locais que apresentaram as áreas mais assoreadas são os trechos que compreendem a região de Fernão Velho, a parte próxima à foz do Rio Mundaú – um dos afluentes da Lagoa Mundaú – e os canais perto da região onde se localiza o conjunto Virgem dos Pobres, no bairro do Trapiche da Barra.
“Dependendo das marés, já identificamos bancos de areia de até 40 cm e algumas áreas onde os bancos já ficam expostos”, disse o técnico da ANA.
O complexo estuarino Mundaú-Manguaba tem uma extensão de 12 km por 2,7 km de largura, fora os diversos canais existentes, nos municípios de Satuba (Lagoa Mundaú) e do Pilar (Lagoa Manguaba) até a foz no Oceano Atlântico, entre Maceió e Marechal Deodoro.


