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AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Quinta, 28 Dezembro 2017 17:12
FISCALIZAÇÃO

IMA investiga mortandade de peixes no município de Porto de Pedras

Resultado da análise da água será divulgado dia 4 de janeiro e poderá confirmar carga orgânica que causou desequilíbrio do corpo hídrico

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Técnicos do IMA/AL coletaram amostras de três pontos distintos do rio Técnicos do IMA/AL coletaram amostras de três pontos distintos do rio (Fotos: Ascom/IMA)
Texto de Klaus Roger

Estão em análise, no Laboratório de Estudos Ambientais do Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA/AL), as amostras da água do rio Manguaba, coletadas quarta-feira (27), durante investigação de mortandade de peixes na praia de Porto de Pedras.

 

Técnicos do Laboratório e da Gerência de Monitoramento e Fiscalização do IMA/AL, foram ao local após denúncias e constataram o grande número de peixes mortos, das espécies carapeba, xira e moreia, em faixa de areia da praia.

 

Mortandade de peixes em Porto de Pedras / (Fotos: Ascom/IMA)

 

De acordo com Genival Pucino, fiscal do IMA/AL, a equipe investiga a informação de moradores que aponta uma usina como causa da possível poluição na foz do rio Manguaba, que, por sua vez, desagua no mar.

 

"Seguimos a Porto Calvo, onde está localizada a usina, e apesar de não ser verificada a mortandade de peixes nas proximidades, foram feitas as coletas de amostras para análise", afirma Pucino.

 

Foram coletadas três amostras de pontos distintos do rio. Técnicos do laboratório explicam que as coletas tomam como referência a indústria localizada à margem do rio Manguaba.

 

Mortandade de peixes em Porto de Pedras / (Fotos: Ascom/IMA)

 

Segundo Manoel Messias, gerente do Laboratório do IMA, o processo de análise tem a duração de oito dias corridos. "Serão feitas várias análises, sendo o DBO (Determinação da Demanda Bioquímica de Oxigênio) o principal parâmetro a ser analisado. Com isso poderá se confirmar a carga orgânica que causou o desequilíbrio do corpo hídrico", comentou.

 

O resultado deve sair no dia 4 de janeiro e será encaminhado para a fiscalização do órgão para que sejam tomadas as medidas cabíveis.