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AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Sábado, 16 Dezembro 2017 10:43
EM DEFESA DA CIDADANIA

Trabalho da Semudh é reconhecido com Prêmio de Direitos Humanos

Prêmio Renildo José dos Santos faz parte das comemorações da 16ª Parada do Orgulho LGBT de Alagoas

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Prêmio é o reconhecimento do trabalho de inclusão e promoção dos direitos da população LGBT Prêmio é o reconhecimento do trabalho de inclusão e promoção dos direitos da população LGBT (Foto: Ascom/Semudh)
Texto de Tácila Clímaco

Em reconhecimento e agradecimento a sua atuação em defesa e promoção dos direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), em Alagoas, à frente da Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh), a secretária Claudia Simões recebeu o Prêmio de Direitos Humanos, Renildo José dos Santos.

 

A honraria é uma homenagem a Renildo José dos Santos, homossexual que foi brutalmente assassinado na década de noventa por declarar abertamente sua orientação sexual. A solenidade de entrega do prêmio aconteceu na desta sexta-feira (15), na Praça Monte Pio dos Artistas, no Centro.

 

 

 

“Esta premiação tem um grande significado. Sinto-me feliz em recebê-la. O prêmio é o reconhecimento do trabalho de inclusão e promoção dos direitos da população LGBT, realizado pela Semudh. Que a Secretaria possa continuar dando visibilidade à luta pelos direitos e cidadania desse movimento”, ressaltou a secretária.

 

Várias apresentações culturais fizeram parte da solenidade, dentro das comemorações da 16ª Parada do Orgulho LGBT de Alagoas, que acontecerá no domingo (17), a partir das 14h, em frente ao antigo Alagoinhas, na Pajuçara.

 

Prêmio Direitos Humanos / Fotos: Ascom/Semudh

 

A homenagem

Renildo José dos Santos, homossexual e vereador do município de Coqueiro Seco, foi barbaramente assassinado em 10 de março de 1993, após sucessivas ameaças. O caso foi denunciado à Anistia Internacional. Em janeiro de 1994, ele constou em seu relatório sobre ‘Violações dos Direitos Humanos dos Homossexuais’. O julgamento foi adiado onze vezes, ocorrendo somente em 2006, treze anos após o crime. Três dos acusados foram condenados.