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AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Terça, 21 Novembro 2017 18:17
MUDANÇA DE VIDA

Reeducandos participam de cursos profissionalizantes nos presídios

Curso de Panificação teve início esta semana no Núcleo Ressocializador da Capital e Presídio Baldomero Cavalcanti

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Custodiados são qualificados para trabalhar após o cumprimento das penas Custodiados são qualificados para trabalhar após o cumprimento das penas (Fotos: Jorge Santos)
Texto de Mayara Wasty

O processo de ressocialização de reeducandos engloba diversas áreas, entre elas, a educação profissional. Visando capacitar os custodiados que cumprem penas nos presídios alagoanos, a Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) iniciou, esta semana, o curso de Panificação Básica no Núcleo Ressocializador da Capital e Presídio Baldomero Cavalcanti.

 

Com duração de 80 horas/aula, o curso é dividido em aulas teóricas e práticas. Serão abordadas questões como tecnologia da panificação, função dos ingredientes, noções de higiene, produção e manipulação dos alimentos, boas práticas e segurança no trabalho. Ao todo, 15 custodiados participam da capacitação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

 

A agente penitenciária e assessora do Núcleo Ressocializador da Capital, Polianna Alves, destaca a importância do curso na formação dos reeducandos. “Esse curso vem agregar e aumentar a autoestima daqueles que buscam uma oportunidade para construir um futuro digno com trabalho, além de melhorar a produção dos alimentos consumidos no sistema prisional”, disse.

 

Jorge Santos

 

“Aumentamos o leque de oportunidades no Núcleo Ressocializador. Estamos ofertando aos reeducandos oportunidades de acordo com a aptidão de cada um. O Núcleo tem essa preocupação com a geração de políticas públicas que são orientadas de uma forma que os custodiados sejam ressocializados e saiam daqui de uma forma mais digna”, completa.

 

Com quase oito anos de experiência, o professor Wagner Amorim, responsável pela turma de Panificação, fala sobre a expectativa dos alunos. “Percebi um interesse muito grande deles, são muito participativos, tiram dúvidas e são interessados. Os participantes têm mostrado comprometimento desde o primeiro dia de aula”, afirma.

 

O reeducando Klinger Pinheiro já pensa em atuar na área. “Sou muito grato pela oportunidade. Minha mãe tem uma tortaria e quando sair daqui quero ajudá-la nos trabalhos”, fala o interno, que pretende iniciar uma graduação em administração nos próximos dias.