Notícias

AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Sexta, 06 Outubro 2017 08:39
CONHECIMENTO

Informativo sobre leishmaniose é lançado e distribuído de graça na Bienal do Livro

Produção teve a participação de pesquisadores da Sesau e de universidades federais

Compartilhe:

  • Facebook
  • Twitter
Informativo sobre leishmaniose foi lançado e distribuído de graça durante a Bienal Internacional do Livro em Alagoas Informativo sobre leishmaniose foi lançado e distribuído de graça durante a Bienal Internacional do Livro em Alagoas Carla Cleto
Texto de Thallysson Alves

O alerta: a leishmaniose é infecciosa, mas não é contagiosa. A afirmação está no informativo produzido pela estudiosa do Programa de Pesquisa para o Sistema Único de Saúde (PPSUS), Camila Dornelas, lançado na quinta-feira (5) na VIII Bienal do Livro de Alagoas, realizada no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, em Maceió. Os dados foram coletados pela equipe do Núcleo de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

 

“É importante divulgar sobre a doença, porque as pessoas não falam sobre ela. É até bem comum perguntarem: é aquela doença do cão? Mas ela não é só ‘a doença do cão’. Então é isso o que a gente quer chamar atenção”, reforçou a pesquisadora, que também é professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

 

 

É através do conhecido “mosquito-palha” que a doença pode ser transmitida. O inseto fêmeo infectado se alimenta do sangue de animais para a maturação de seus ovos. A difusão acontece justamente quando o protozoário causador da moléstia é levado pelo invertebrado de um animal para o outro. Os sintomas dependem do tipo: a tegumentar apresenta lesões na pele; e a visceral febre e barriga dilatada causada pelo crescimento dos órgãos.

 

“Eu peguei um informativo porque, mesmo também sendo pesquisadora, nunca sabemos de tudo, sempre temos algo a mais para aprender. O nome da doença soa nos ouvidos de algumas pessoas como um palavrão, mas na verdade é um chamamento para a informação. É imprescindível a pesquisa e a divulgação. É importante que mantenhamos nossos lares limpos, porque o agente transmissor vive em meio à sujeira e gosta de se movimentar pelos lugares entre o começo da manhã e o fim da tarde”, complementou a técnica de laboratório Ana Lúcia Moreira, que visitava o estande.

 

 

O informativo está disponível gratuitamente no estande da Secretaria de Estado da Cultura. Em Alagoas, a professora revela que em dez municípios já houve notificação da doença este ano. Para os que se identifiquem com os sinais da infecção, a professora indica a busca imediata por cuidados em qualquer Unidade Básica de Saúde, que referenciará o atendimento ao Hospital Escola Hélvio Auto.